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Aqui podera encontrar regularmente os artigos relacionados com a actividade de Manuel Gaspar


O Trovador do Miradouro

 

É uma voz cheia de apelos que atravessa a minha rua envolvida no seu timbre e no som da água. O mesmo é dizer – da água, nas suas partículas minúsculas às quais o sol ajuda a dar o peso do cristal. É uma voz pura, cheia, alta, sempre a soltar-se das cordas da viola que são como as linhas de um caderno escolar. É uma voz que vem de longe, traz no seu bornal de afectos as canções de Jacques Brel, o frio das cidades do Centro da Europa, os seus eléctricos pontuais e a sua neve teimosa nas ruas e nas palavras tristes do Inverno que, nessa altura do ano, todos nós trazemos no coração. Há na tessitura desta voz uma mistura do campo e da cidade. De um lado o vagar do lume no forno para o pão, do outro a pressa para o autocarro que se pode perder no negro do asfalto. De um lado a chuva como bênção na terra onde germinam as sementes, do outro lado uma água inoportuna que atrasa a vida de quem se desloca na cidade entre o trabalho imposto e o descanso insuficiente. No calor de Setembro, debruçada sobre o rio à direita, o castelo em frente e a cidade à esquerda, a voz de Manuel Gaspar irrompe do silêncio dos turistas em grupo e da sua maravilhada contemplação da paisagem deste miradouro. Não há nada igual na Europa, parecido é apenas Edimburgo na Escócia; mas lá é tudo mais pequeno. Aqui é tudo grande, alto e cheio como a voz de um trovador que faz da noite de Lisboa o seu lugar de ser diferente. É um jogral do século XXI porque entre as palavras e a música, sacode a pasmaceira do tempo que parece parado e feito de postais ilustrados. Aqui a sua voz de jogral do século XXI tem partículas de vida. Tal como a água da fonte que o sol ajuda a ganhar o peso do cristal. José do Carmo Francisco --

Em transporte sentimental

 por José do Carmo Francisco 

 

 Recortes de imprensa na diáspora

 

"…onde Manuel Gaspar, excelente intérprete, juntando a particularidade de autor-compositor, inspirado e fecundo, nos regala com esta sua criação" (sobre o álbum Por Novos Caminhos)

Publi-Portugal

 

"Num estilo muito pessoal, ele canta o amor, a amizade e a ternura."

Le Dauphiné Libéré

" Da angústia à amizade, das vozes algemadas aos ritmos nostálgicos do seu país, das noites sem esperança à luz reencontrada, é tudo isto que ele diz ao cantar a vida atroz e maravilhosa"

Le Parisien Libéré

 

"…uma balada na doçura dos acentos da sua guitarra e da sua voz, apimentadas de folk, de variedade, enriquecidas de romantismo humorístico e suave"

Nice-Matin

 

"O seu repertório diversificado procura a inspiração no folk e na variedade para restituir a realidade doce e saudosista a todos os immigrados afastados dos seus países"

Le Journal du Plateau

 

"… e ele fala do seu País: das oliveiras, das casas brancas, do paraíso perdido que quanto mais longínquo mais belo parece. De tal maneira que nesta evocação de recordações, que se torna uma comunhão, o estrangeiro -na ocorrência o francês- só vê raios de sol e oliveiras negras, mas sobretudo uma grande, uma enorme saudade que procura a imigração"

Journal de S. Caude

 

"Manuel Gaspar é sem dúvida na hora actual uma das expressões mais vivas da nova canção deste país, canção que tem as suas raízes na nova fase da vida portuguesa"

Le Républicain de l'Essonne

 

"Cantor de intervenção e realista, ele traçou o seu caminho no mundo da canção, preferindo cantar os acontecimentos reais e não as modas que passam. O seu repertório, colorido dum certo romantismo, e interpretado pela sua voz quente e penetrante, é um apelo à reflexão"

La Voix du Nord

Correio da Manhã 8/08/1994

 

Ouvir a faixa "Meu País és um Jardim Florido"

Jogos daRádio

 

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